Adeus, Nanando!...

Os restos mortais do músico foram a enterrar na tarde do dia 4 de Fevereiro,no Cemitério de Lhanguene, em Maputo. O artista morreu na noite da última terça-feira, 2 de Fevereiro, depois de ter estado internado durante perto de uma semana no Instituto do Coração. Nanando terá sofrido de paragem cardíaca.
Luís Henrique Wilson, o nome completo de Nanando, perdeu a vida no Instituto do Coração, em Maputo, onde se encontrava internado desde 28 de Janeiro, data em que deu entrada queixando-se de fortes dores de cabeça. Os médicos tinham diagnosticado-lhe uma doença grave, entretanto não revelada. Sabe-se, porém, que na noite de terça-feira Nanando teve uma paragem cardíaca e que os médicos ainda tentaram reanimá-lo, mas não resistiu.
Duas semanas antes de dar entrada no hospital o guitarrista perdera uma das suas filhas, de nome Luisinha, mas os médicos avançam que a morte da filha pouco ou nada tem a ver com a deterioração do seu estado saúde que acabaria lhe retirando a vida.
Excelente executante de afro-jazz, Nanando fez da marrabenta a sua bandeira artística, tendo integrado bandas como Hokolokwè e Franze Bappa. Chegou a fazer parte do agrupamento Ghorwane, para além de ter trabalhado muitos anos na África do Sul e na Suazilândia. Depois da desintegração de Hokolokwè, Nanando fundou, com outros elementos, a banda Ngalanga. Mais recentemente Nanando trabalhava num projecto musical que leva o seu nome: Nanando Project. Realizou igualmente vários concertos musicais, sendo que num dos quais contou com a participação do agrupamento Majescoral.
Nascido no Bairro de Chamanculo a 1 de Abril de 1960, onde aprendeu a dar os seus primeiros toques na guitarra, muito inspirado por Jaimito Mahlatine, Nanando é considerado professor de guitarra de Jimmy Dludlu, em virtude de ter sido ele que lhe iniciou nesta área. Faz parte de uma geração de artistas de ouro do nosso país, tendo sido uma das faces mais visíveis dos concertos que os músicos moçambicanos realizam nas casas de pasto, onde a música de fusão é o prato mais forte. Nanando conseguiu igualmente fazer a fusão do estilo tradicional ximandje-mandje com o jazz e a marrabenta.












